segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Branco


Vazio

Inexpressivo

Tocante

Falso

A espera

Estressante

Desesperador

Amargo

Triste

Solitário

Afásico

Desorientado

Preenchido


A espera de virtudes explicativas, horas se seguem, sonhos se perdem, confusões surgem, o desespero se instala...

.....................................................................Branco..............................................................................

Pertubadoramente eficaz, desesperadoramente aleatório, ambíguo inalatório, lavado de emoções, vazio frio.

Que se faça entender aos que ouvem e escutam, e que se torne arte aos que vêem além.


terça-feira, 11 de novembro de 2008

Dor


Justo quando se fez a falta iniciou o sentimento. Idubtável é a dor!

Agrupados na bola de neve os fatos rolam ladeira abaixo, recolhendo mágoas, acumulando indecisões, esfacelando amores, até colidir na alma abalada. Esta fragilizada, nega-se em armar-se, aceita a dor! Do pranto surge o canto triste, do passarinho que se foi, do orgulho ferido, do orgulho maculado. A carne fez-se sangue, dele brota a dor que projeta a memória e forma o rancor.

No minuto seguinte é preciso crescer. O perdão, no horizonte, vem como a alvorada tão esperada. Ainda assim temo que minhas noites seram longas. Machuquei-me hoje, chorei, gritei, esperneei feito criança que não ganha o brinquedo, revestido em meu tão seguro mundo interior. A garganta enrola em um nó cego. Mesmo assim tudo desce, tudo passa. Nesse momento penso não ter escolha, mas lhe digo: Tenho sim. Eu escolho VIVER!

Sigo degustando o amargo sabor. Minha alma aceitou a injúria, mas minha mente irá cura-la, e ainda se vierem trevas a luz em mim se fará maior que elas.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Inexplicável


Aleatório como opniões difusas, envolto pelo aglomerado de emoções desvalidas de razão bombeadas pelo pulsar intrínseco das palavras guardadas. A gota d'agua finalmente fez a represa transbordar. O rio fluiu naturalmente sem impecílios, sem bloqueios artificiais impostos pelos seres humanos. O sentimentos contidos tornam-se um só e diante dos olhos desnusdos fez-se a destruição ou, em palavras mais amenas, o princípio do novo. O equilíbrio foi quebrado? Apenas vemos o sentimento ruim naquilo que muitas vezes acomoda muito mais do que realmente é exposto.

Existem diversas formas de exteriorizar momentos alegres e tristes. O que torna ambos tão diferentes são as interpretações. Nos textos aqui postados, muitas vezes equivocados gramaticalmente por insuficiência de conhecimento de seu autor, busco isto: o ponto de vista. É aquilo que nos dá singularidade, é a arquitetura de todo um pensamento único formulado. E nessa confusão de emoções largadas aqui por mim, exponho o que me prende a este pequeno pedaço de mundo por mim criado, e a alegria por aqui encontrar entendimento, aprendizado infinito, opniões sábias, muitas vezes engraçadas também, e variadas idéias que confluem para um único mar de entendimento.

Hoje minha gota d'água caiu, minha represa transbordou, derrubando casas de tristeza, árvores de solidão, arbustos de ignorância, e limpou meu chão da poeira do ódio.


Obrigado!

sábado, 11 de outubro de 2008

MINUTO PASSADO

Conheçam uma nova história do cotidiano.

www.minutopassado.blogspot.com

domingo, 28 de setembro de 2008

De motivos pra sorrir


Isso sim é um perfeito caso de demonstração afetiva.

O sol se põe e com a noite chega junto a escuridão, me toma o desespero. Alimentado por diferentes sentidos, nutro sentimentos de decepção com o olhar abalado, focado no interior vazio.

Mergulhando neste mundo confuso faz-se a busca, completada por atos falhos, assimilada pelo cérebro afuncional. A jornada segue ao peito onde não há dor, só o vazio do nada. O vácuo do inexistente que habita este sonho. Subo para o meu olhar que ainda a contemplar a noite, insiste em me ignorar, se nega em me transmitir e ainda assim não aceita o que penso.

Sem respostas no interior fujo de encontro ao que vejo. A natureza da noite com seu belo luar, que banha de luz a profunda e triste escuridão, e assim deparo-me de fronte ao evento dos opostos, coexistindo em perfeita harmonia. Por que permite a escuridão ser invadida, sem saída, pela luz?

E como o luar que rasga a noite, a idéia surge, a mente brilha. A ausência que antes era tormento, se converte em resposta, explicando que o brilho e o manto negro fazem-se simplesmente na ausência um do outro. E no contemplar do entendimento, porem ainda sem todas as respostas, por um minuto tudo muda. O olhar transmite o sentimento do manto prata que se derrama no oceano, e em meu mar de rosto enegrecido, brilha a espuma do sorriso.

domingo, 14 de setembro de 2008

FIM

(Digitando no Word...)
-Acho que ainda falta alguma coisa...
(pausa pra pensar)
...Reclama...
Porque isos não vem pronto na cabeça?
(Digita novamente)
TÀ TUDO ERRADO!!!!!!!!!!
Obs: Até essa crase ai em cima¬¬
-Não dá pra escrever
-O que é isso?
(pessoa entra)
-Ta fazendo o que aqui?
-Sei lá... passando^^! O que é isso?
-Um texto imbecil que não consigo terminar
-Deixa ver!
(lendo mentalmente)
Silêncio
(Tecla)
-O que foi isso?
-O que faltava^^.
(sai do quarto)
Olho pra tela
.

Metamorfose ambulante

Pensando no que postar acabei por lembrar de uma parte importantíssima a qual não dei a devida importância.
Acredito que todos concordem que a vida é feita de aprendizados. Alguns aparentemente mais impactantes mas, nem por isso mais importantes que os demais.
Semestre passado mudaram o track da minha trilha sonora. Sabe quando vc fica com uma música chata na cabeça eternamente, e por mais que vc se encha de músicas boas aquela porcaria simplesmente não te deixa em paz? Foi mais ou menos o que me aconteceu. Mesmo puxando a alavanca eu não conseguia desviar o trem e sempre caia no mesmo abismo. Dai simplesmente, há dois meses, repentinamente eu consegui: mudei meu track o que antes era o maldito "se", inúmeras vezes proferido por marisa monte em "universo ao meu redor" em "Vai saber..." transformou-se na certeza da resposta de "Porque era ela, porque era eu" de Chico Buarque:

Eu não sabia explicar nós dois
Ela mais eu
Porque eu e ela
Não conhecia poemas
Nem muitas palavras belas
Mas ela foi me levando pela mão
Íamos todos os dois
Assim ao léo
Ríamos, choravamos sem razão
Hoje lembrando-me dela
Me vendo nos olhos dela
Sei que o que tinha de ser se deu
Porque era ela
Porque era eu
E de novo recorro a Marisa Monte que já dizia: "Dentro de cada pessoa tem um cantinho escondido..." que como Raul prefiro chamar de "esta metamorfose ambulante", que nos mantem os mesmos tão diferentes indivíduos, capazes de mudar e aprender muito com isso e a cada dia a vida muda nossa trilha sonora. Agora é esperar para ouvir amúsica de amanhã.