sábado, 17 de maio de 2008

Por onde andei?


"Eu tava triste

Tristinho!

Mais sem graça

Que a top-model magrela

Na passarela

Eu tava só

Sozinho!

Mais solitário

Que um paulistano

Que um canastrão

Na hora que cai o pano

Tava mais bôbo

Que banda de rock

Que um palhaço

Do circo Vostok...

Mas ontem

Eu recebi um Telegrama

Era você de Aracaju

Ou do Alabama

Dizendo:Nêgo sinta-se feliz

Porque no mundo

Tem alguém que diz:

Que muito te ama!

Que tanto te ama!

Que muito, muito te ama!

Que tanto te ama!...

Por isso hoje eu acordei

Com uma vontade danada

De mandar flores ao delegado

De bater na porta do vizinho

E desejar bom dia

De beijar o português

Da padaria...

Hoje eu acordei

Com uma vontade danada

De mandar flores ao delegado

De bater na porta do vizinho

E desejar bom dia

De beijar o português

Da padaria..."


Estou tentando cada vez mais, a cada dia... Não reclamar tanto de tudo aquilo que realmente me faz feliz. Tá mais do que na hora de parar de tentar! É hora de fazer!





sábado, 10 de maio de 2008

RAGE!!!!



Estranhamente diferente de mais um dia, começou um novo inicio de sentimento provocante, alinhado no interior destruido. Talvez ontem, talvez hoje... onde estava? Onde terminava? A incontentável alegria mais uma vez sumira. Num branco clarão minha mente escureceu, aprofundou-se para um interior solitário, questionado por aqueles e outros de opnião duvidosa.

Onde fui? Onde cheguei? Quero estar além de onde posso e perto de onde quero. Além, de mais um fútil pensamento e perto de onde perteço, vislumbrando meu manto de sofrimentos, fraquezas e defeitos, do qual não consigo livrar-me, e que cada vez mais me rouba o ar, me bloqueia sentimentos e resfria minha alma!!!

O que esperam de mim? O que eu espero de mim mesmo? E como num piscar de olhos a pedra talhada por atos cometidos cai sobre meus pés e me impede, de ir, de ser...

Fúria, me controla! Não quero pensar, só cuspir o que não suporto mais degustar de tão amargo!!

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Olha lá...


Vindo lá longe. Não obstante aos meus pensamentos alegóricos desmontados, destroçados, mudos...

Início. Quando? Agora!

Não! Quero ser simples! Somente um momento parar, olhar, aliviar e poder cuspir aquele que toda vez tento segurar no nível da glote!!!


Vamos discutir a relação: O que você quer de mim? Tô te devendo? O que eu fiz de errado?

O seu silêncio me enloquece. Não me agrada o monólogo!

Por que me fita com este olhar vazio, indefinido, frio....

Sinto suas palavras, mas não as compreendo, ou talvez não o queira. Por que me agradando é quando tu mais me maltratas? Não entendo como isto subtamente brota do meu interior, forçando-me a correr, espernear.... estou sufocado.

No teu silêncio encontro o conforto de minhas próprias palavras. Talvez seja isso que queres que eu aprenda: ouvir. Não me vire o rosto. Não deixe que meus olhos percam-se dos seus, pois é assim que deixo de ver quem tu realmente és. Companheira minha, muito já pensei em te trair, deixar-te sem olhar para trás, por aquela que me cega sem que eu sinta. Diferente desta, tu me dás prazer em cada dia que passo ao teu lado. O que me mostras é torturante aos olhos abertos, e por isso me faz mais humano, pois é a dor que me lembra o que tenho de mais importante, e tu não esqueces cequer um dia daquilo que mais necessito, e que insistes em lembrar-me.


Minha amada, de encantos calados, de mistérios dolorosos, de beleza inexplorada, de segredos falados e discussões infindadas, e afinal, que eres tu se não uma discussão ate o casamento.

Não quero me apagar no amor que me enlouquece. Quero vive-lo ao teu lado, a cada dia, a cada minuto.


Fixarei meus olhos nos teus, não quero opções, quero apenas a ti! Por favor, não me deixe dormir!!

domingo, 13 de abril de 2008

Prelúdio


Começando um novo brilhante dia diante dos olhos reluzentes, de um semblante iluminado, feliz. Aquilo que não se explica apenas se sente no interior fragmentado de diversos contos interminados sucedidos de finais continuados, milagres apoteóticos, vidas perdidas, no dia a dia em que se desconhece o real significado.

Incompreendido sou, por estranhos trechos infindados de paragrafos inesplicavelmente sem sentido. De direito acumulado por inúmeros erros cometidos, por alienados poensamentos infames. Por meu mixar de idéias, continuo na situção supracitada.


Quarto bagunçado e lama na parede do cortex, e então começo a esvaziar, conteudos aleatórios, alegrias inimagináveis, fatos inexoráveis. Aquilo que não existe pode ser detalhado, mas não apagado.


Me ergo para mais um novo dia de alegrias incomprendidas e de felicidades atingidas. O brilho não me sai a face.


ACORDA!!!!!


TÔ CHEGANDO VIDA!!!

sábado, 12 de abril de 2008

Quadros passados (2)

Levantou-se lentamente de seu leito orgânico revestido de flores, envolto por rostos que lhe secam a face, fuzilando seu interior. Estes rostos estranhamente familiares, abismados pelo presunto que porco tornava-se mais uma vez, não o paravam de fitar e de budejar para a criatura mais próxima a notoriedade do acontecimento à frente das senhoras e senhores, de negro portados, que ali aviam ido com intenção de condolências, agora transformadas em uma inóspita surpresa. E o que restava a todos era observar os próximos passos de um, antes imóvel corpo que ganhara vida diante de seus olhos.
“Você voltou? V-você...”
Tentado pela voz que acabara de lhe falar o presunto virou-se em direção a mesma, encontrando seu olhar com uma jovem de traços simples, contornos belos e desenho talhado pelo escultor mais hábil que jamais vivera. Foi quando um estranho pensamento tomou-lhe consciência e perguntava a bela moça:
“Quem é você?” Ela o respondeu com um olhar tremido pelas lágrimas que dele brotavam, e em um rápido lance, virou-se a correr em direção contrária a do local do fato ocorrido, deixando escorrer pelo caminho longos raios de luz que brotavam de sua cabeça e acompanhavam o brilho do sol, que sobre eles incidia.
Em face de tal situação, ficara sem ação por alguns minutos enquanto via a bela desaparecer por entre as estreitas ruas do que parecia ser uma pequena vila. Voltou-se então para trás e contemplou alguns rostos que mantinham seu espanto, porém, um semblante, aquele simples, no canto, com um leve sorriso e olhos encobertos por sombras de intensa escuridão, foi o que prendeu sua atenção. Naquele momento questionou-se: será real tudo que passei, ou só agora vivo minha realidade?

(continua^^)

sábado, 8 de março de 2008

Ainda vivo



























Que sentia não guardei, espalhado agora cato, os cacos que moldei no solo chão esverdeado de alguma coisa que me recordo do futuro que não sonhei por estar atormentando.
A vida se passou, criando passos alargados de uma espera indefinida, de uma palavra proferida jamais recuperada por aqueles que sonharam com um futuro um dia esquecido no presente de um passado inacabado, irritante e quase sempre obliterado pelos fantasmas que hoje rondam minha mente, escrevem palavras, flutuam ao redor de um rosto frio, congelado que um dia marcado a sorrir no outro é fadado.
Amarguras giram no céu que não moldei, no futuro que não sonhei em um passado inacabado, do meu presente indefinido ao amanhã tão vulnerável. E então o que era riso se condensou, correu pelo semblante deste minuto apressado de um tempo proferido de um presente esperado mas não alcançado.



Este post foi fruto de uma confusão espiritual. No próximo post voltarei com "Quadros passados"



^_^

sexta-feira, 7 de março de 2008

Quadros passados (1)

Olhou-se então ao espelho, não via mais que uma falsa marca de torpor elucidada por seus milhares de olhares confusos anteriormente lançados á uma sombra de características idênticas ao seu próprio semblante, e que de alguma maneira traduziria o momento fatídico que viria a culminar com os fatos ascendentes do dia interminavel.
"Discrepantes são as caracteristicas que me tornam ser humano, de minha realidade vivente solícita de cumprimentos regulares traduzidos por leis naturais ou meramente destino."
Recostou-se sobre a parede do banheiro abodegado, recoberto de azulejos amarelos, roupas aos seus pés, pia embebida e sua barba interminada. E continuava a lamentar, a comentar o que não sabia se viria. De idas e vindas se deu um contratato, firmado pela decima terceira casa do telencefalo de origem orgânica, molecular e de mistérios indscifraveis e profundos apelos que o orgânico não pode se quer entender ou tentar explicar.
Ergeu-se do chão molhado e da facies atipica que havia concebido minutos atrás, fitou a porta semi cerrada. Girou, abriu, saiu. Ergue-se de alma, moveu-se de corpo, vestiu a camisa larga vermelha que seu pai lhe dera de aniversário. Passou o perfume que a mãe lhe comprara por nada. Os conflitos persistiam em atormentá-lo, o porque calado respondia, e a resposta ecoava no silêncio de seu interior, a maçada pela realidade circunstâncial, e sem espera gritou de fora para dentro:
"Onde erro? O que espero? O que me aflinge?"
Dura aguilhoada lhe ponta a cabeça, o passado lhe atormenta e não deixa saída para regurgitar suas lamúrias pesadas acumuladas pelo tempo perdido não recuperado, mas repensado em quadros mortos de vidro que refletem um semblantes de olhos cerrados no centro de lágrimas que o incomodam, e depois das descussões acerca de um verdade nunca antes dita os olhos se abrem, contemplam o sol envolto em escuridão e um perfume estranhamente colorido ao seu redor...