segunda-feira, 10 de maio de 2010

Noite


Substantivo próprio
Define tempo e condição
Define estado
Escuridão
Quando a Luz se esconde
O céu se mostra
Em seu mais intimo
O brilho aparece
Escuridão existe
E para muitos é predominante
No entanto
É nessas trevas invasivas que se encontra
O mais belo
O mais frágil
O mais raro brilho
Aquele que me salva
Que me dá nostalgia
Esse é meu amor
Que se reflete na lua para ti
Mesmo que tudo esteja...
A noite não está
A noite só existe um
Eu & Você

sábado, 8 de maio de 2010

Soneto de fidelidade

"De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante meu pensamento

Quero vive-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pensar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angustia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor(que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure."

Sim, cada dia que passa lembro de você, ouvir sua voz me arrepia a espinha, sentir teu cheiro me faz levitar, te ver faz meu dia, olhar ate uma foto me enche de alegria.
A flecha uma vez atirada não volta, e agora chegou meu momento de dor. Sei o que vou passar, sei que mereço, não sei se estou pronto, mas meu amor me impulsiona e só consigo te ver em meu horizonte. E não importam as flechas que venham atravessar ao meu peito e não desisto do brilho de teus olhos.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Lua e Sol


Nasci em leste pra te encontrar
Você não estava lá
Atravessei o céu do ocidente
Para contemplar teu sorriso
De mim você fugia
Corri ao oeste
Nunca tinha teu sorriso
Aquele de fim de tarde
Refletindo nosso amor
Ainda assim caminho
Todos os dias corto o azul celeste
Que insiste em pintar de marinho
E manchas com teu brilho
E quando eu corria no oriente
Sorria em minhas costas
E mesmo estando do outro lado
Sei que de mim lembras
E como eu espera
O fim de tarde
Pra ver tua sombra
Teu leve sorriso borrado
E mesmo sabendo que vai demorar
Nosso encontro vai vir
Como aquele da primeira vez
Com mais amor e brilho
Vou pintar seu céu
E tua presença pintará meu sorriso

Memória Fraca

Esqueci:
O que tinha visto adiante
O que tinha depois da esquina
Quando eu queria mudar
O que eu queria mudar
Não lembro:
De lembranças
De esperanças
De erros
De acertos
Se apagou:
O que passou
O que queria
O que faço
O que ainda não planejei
Esqueci, daquele ser
Aquela personalidade
Aquela moral
O que alimentava
O objetivo
Quem é você afinal?
Já passou da hora de descobrir
O que é essa dor?
O que gera essa dor?
Por que continuo tornando-a maior?
Não lembro
É hora de enfrentar a memória...

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Meu manuscrito diário

Tudo era texto diante daquela face, mascara que acoberta pensamento. Tudo eram frases em ouvidos, objeto transmissor. Tudo eram sílabas poéticas em boca, objeto transmissor. Nada era atrativo aos olhos, objeto transmissor. Tudo fazia sentido para a personalidade, energia do pensamento. E era muito maior em seu espírito, Vida.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Limitações

Interpretações muitas vezes limitão atitudes e contem vontades. Nestes momentos o certo se torna errado, o verdadeiro falso, o cheiro inodoro. Em vias de "situações" o Silêncio dirige o carro, rezando pelo bem, aguardando o bom futuro, mas ainda preso no peito o arrependimento da atitude não tomada.

sábado, 6 de março de 2010

Revisão

Ler o passado é uma atividade que tenho desenvolvido com certa frequência graças a este presente blog. Sentir através de palavras o que eu achava estar esquecido, mas, como tudo que vivemos, estava apenas guardado. Não apenas isso, mas poder vivenciar novas formas novas de sentir uma situação que antes se achava compreendida.
Tanto passa por nossas mentes e corações no decorrer de pequenas pobres horas. Durante os segundos vivenciamos coisas... Apenas coisas.
Aquilo que não desce pela garganta, se arrasta às minhas extremidades, se faz em palavra, escrita, marcada, mas nunca inteiramente interpretada.